domingo, 21 de julho de 2013

Estratégia-algoritmo para aprender uma língua.

O aprendizado de uma língua dividi-se em dois setores: aquisição do sistema, aquisição dos elementos (vocabulário).

Vou falar da aquisição do vocabulário:

-Estudar por famílias de palavras.
- Estudar as derivações, composições (sistema).
- Estudar profundamente as classes fechadas: preposições, conjunções, interjeições institucionalizadas (as interjeições formam classe aberta por conta das derivações impróprias e de raros neologismos), artigos, pronomes e advérbios (os advérbios primitivos costumam ser poucos e os derivados costumam seguir uma regra fixa de formação como em português "adjetivo feminino + -mente").
- Estudar o sistema de numeração (geralmente segue um algorítimo bastante simples como o sistema decimal  e precisamos decorar no máximo uns quinze números e uma fórmula. Mesmo para a formação dos ordinais e fracionários, sempre a partir dos cardinais).

- Estudar as flexões da língua (verbais e nominais).
- Das 10 classes de palavras, 7 são fechadas ou praticamente fechadas. Apenas 3 (substantivos, adjetivos e verbos) são realmente classes abertas e é nelas que vamos nos demorar mais tempo, inclusive reparando bem nos sistemas de derivação que há especialmente entre elas.

A flexões existentes costumam ser as seguintes:
- NOMES: número, gênero, caso, grau dos adjetivos;
- VERBOS: conjugação verbal (número e pessoa, modo e tempo).


Antes de tudo fazemos uma análise do sistema fonológico da língua. Procuramos pares mínimos para todos os sons que encontramos para distinguir o que é fonema do que não é.


GREGO: transliteração

Há uma Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos e ela tem uma norma oficial de transliteração.

Transliterações aparecem em itálico nos textos.

Não confunda transliteração com transcrição fonética.

υ: quando aparece sozinho é transliterado por "u" ou "y". Quando estiver acompanhado por vogal translitera-se sempre por "u".

GREGO: curiosidades

Pandora (pan + dora): presente de todos (os deuses para a humanidade).

πóνος: trabalho fatigante.
εργον: trabalho gratificante.

θεα: quando paroxítona (acento no "ε") significa "deusa". Quando oxítona (acento no "α", "η θεα") significa "Atenas".

GREGO: detalhes gerais

1. Consoantes que podem ser geminadas em grego:
-ππ-
-ρρ-
-σσ-
-ττ-


2. Letras que aparecem em fim de palavra:

-Todas as vogais,
- ρ




3. Em grego só há 10 palavras sem acento:



4. Só há ditongos decrescentes em grego.
5. Quando o ditongo tem acento gráfico, ele fica sempre no fim do ditongo (na semivogal) . Apesar disso, o acento fonético fica , naturalmente, na vogal.
6. Quando no ditongo a vogal é longa, a semivogal é subposta:
7. A grande maioria dos ditongos é longa.

8. Ρρ, Υυ recebem sempre espírito rude.

9. O acento circunflexo fica em cima do espírito.

10. -α e -η são geralmente terminações de palavras femininas.
      -ς é terminação de palavras masculinas.

11. No grego, sempre coloca-se artigo antes de substantivo (aproximadamente como em francês). Na hora de traduzir podemos muitíssimas vezes ignorar esse artigo para deixar a tradução mais no espírito da língua portuguesa.

12. -ης é terminação verbal de agente (particípio presente?).

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Como estudar latim


  • Nunca ficar muito tempo longe dos textos (da língua viva, em uso, em suas funções), tornando-se demasiado formalista, embora o formalismo de fato acelere a aquisição de competências se usado de forma moderada.
  • Aquisição de vocabulário:
- Estudo formalista das classes fechadas;
- Vocabulário latino-português (Ernesto Faria) - estudo formalista;

  • Etimologia:
- Grande Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (Silveira Bueno);
- Dicionário etimológico da língua latina (A. Magne);

  • Constantes leituras e traduções e comparação das traduções. 

Auge do império romano - do início até o início da decadência.

  1. República;
  2. Júlio César (catástrofe da República ao Império);
  3. Os 11 césares de Suetônio.
  4. Os cinco bons (Antoninos) - onde Gibbon começa.
  5. Cômodo (catástrofe da ascensão de Roma ao seu declínio, segundo Gibbon e Montesquieu).

Onde morre a culpa? Cômodo quebrou a série dos cinco bons imperadores, mas isso não foi à toa. Cláudio, o primeiro bom, não foi nepótico e elegeu seu sucessor de acordo com seus méritos e não por consanguinidade (criando dinastias). Trajano, Adriano e Antonino fizeram o mesmo. Marco Aurélio, o imperador filósofo (estoico) e último dos cinco bons, quem diria! quebrou a série de bom-senso e foi nepótico elegendo seu filho Cômodo como sucessor mesmo contra todas as evidências de que ele estava longe de ser o melhor sucessor.

Onde morre a culpa? me pergunto. No próprio Cômodo?
- Não foi nenhuma surpresa.

Em Marco Aurélio, que foi nepótico, ao contrário de seus antecessores, quebrando a fórmula que estava funcionando tão bem, traindo o contrato, e elegendo seu próprio filho como sucessor à revelia de todos os claros sinais que esta dava?

Em Antonino, o homem que elegeu aquele que romperia com o contrato?

A culpa chega em Adriano? em Trajano?, em Cláudio? está já na fórmula intensional de que o universo é o enunciado, o Big Bang a gramática (a langue) e a expansão do universo contínua enunciação?

História Romana dividida em macroperíodos


  1. Os etruscos
  2. Reinado etrusco em Roma
  3. Reis não etruscos (?)
  4. República
  5. Guerra contra os gauleses - Iulius Caesar (catástrofe, período de transição entre República e Império. Ditadura).
  6. Império
6.1. Vita Caesarum (Suetônio- Iulius Caesar e os 11 primeiros imperadores: dinastia Júlio-claudiana, ano dos 4 imperadores).

6.2. Declínio e queda do império romano (Edward Gibbon - começa a partir de onde Suetônio termina: a dinastia dos Antoninos).
  1. Divisão do império em Ocidental e Oriental
  2. Queda do Império Ocidental
  3. Queda do Império Oriental