Fábula 117: Deuses e homens, homens e formigas
Νεώς ποτ' αὐτοῖς ἀνδράσιν βυθισθείσης,
ἰδών τις ἔλεγεν ἄδικα τοὺς θεοὺς κρίνειν·
ἑνὸς γὰρ ἀσεβοῦς ἐμβεβηκότος πλοίῳ,
πολλοὺς σὺν αὐτῷ μηδὲν αἰτίους θνῄσκειν.
καὶ ταῦθ' ὁμοῦ λέγοντος, οἷα συμβαίνει,
πολλῶν ἐπ' αὐτὸν ἑσμὸς ἦλθε μυρμήκων,
σπεύδοντες ἄχνας πυρίνας ἀποτρώγειν·
ὑφ' ἑνὸς δὲ δηχθεὶς συνεπάτησε τοὺς πλείους.
Ἑρμῆς δ' ἐπιστὰς τῷ τε ῥαβδίῳ παίων
“εἶτ' οὐκ ἀνέξῃ” φησί “τοὺς θεοὺς εἶναι
ὑμῶν δικαστὰς οἷος εἶ σὺ μυρμήκων;”
Quando uma vez um navio afundou com a tripulação,
Alguém viu aquilo e disse que os Deuses tinham um julgamento injusto;
porque apenas um homem ímpio havia entrado na embarcação,
e que muitos sem culpa nenhuma morriam com ele.
E enquanto ele dizia isso, - como acontece - ,
avançou sobre ele um grande formigueiro,
apressado para mordiscar as palhas em chamas:
mordido por uma só, ele pisoteou a maioria.
Hermes postou-se diante dele, e golpeou-lhe com seu cajado.
"E então?" - Disse - " Não suportas que os Deuses
vos julguem tal qual tu julgas as formigas?"
(Tradução: Rafael Brunhara)
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Nesse epigrama, Calímaco parece responder à crítica de Platão aos livros
Calímaco - Epigrama 2 P
Alguém falou, Heráclito, de tua morte, e me levou
às lágrimas. Lembrei-me de quantas vezes nós dois,
em colóquio,fizemos o sol se pôr. Tu, hóspede
do Halicarnasso, és - presumo - cinza há muitas eras:
mas vivem teus rouxinóis; sobre eles, Hades
raptor de tudo a mão não lança.
(Tradução de Rafael Brunhara)
às lágrimas. Lembrei-me de quantas vezes nós dois,
em colóquio,fizemos o sol se pôr. Tu, hóspede
do Halicarnasso, és - presumo - cinza há muitas eras:
mas vivem teus rouxinóis; sobre eles, Hades
raptor de tudo a mão não lança.
(Tradução de Rafael Brunhara)
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